o vendedor - parte I

Exceto um estágio (bem remurado) , eu trabalhei apenas uma vez na vida. Foi como vendedor de uma loja de informática. Tudo aconteceu inesperadamente, pois eu jamais planejei ser vendedor. A oportunidade apareceu e eu resolvi agarrar com unhas e dentes.
Na época eu ainda recebia e-mails do meu antigo colégio técnico, e-mails com anúncios de estágios e empregos. Não costumava dar atenção a eles, pois eram sobre estágios, e estágios não me interessavam. Os empregos que surgiam eram relacionados a programação, e de programação eu não entendo nem quero entender absolutamente NADA, pois é cansativo e é dominado majoritariamente por rpgistas rockeiros.

Porém, num desses e-mails, surgiram várias vagas pra uma loja de informática que ainda seria aberta no shopping. Havia três vagas para vendedor, uma para técnico em informática e uma para caixa. A vaga para caixa, como eu viria a saber mais tarde, era direcionada a meninas. A vaga para técnico, como eu já sabia desde o início, não era para mim. Até hoje minha cabeça ferve com a parte técnica da informática, probleminhas simples me dão dor de cabeça e eu fujo desse inferno. No entanto, as vagas para vendedor eram atraentes. Lidar com pessoas, conversar o dia todo, conhecer gente nova, seria um grande desafio pra mim, seria algo inédito, que eu nunca havia feito nem pensado em fazer, seria um treino pra eu aprimorar minhas habilidades sociais.
Preparei um currículo, mandei pro e-mail do futuro dono da loja. Pensei que ele fosse um sujeito fodão na área da informática, mas não era. Era um microempresário disposto a arriscar nesse ramo, que apesar de entender bastante sobre finanças e gostar de empreender, não sabia quase nada de informática em si.

Ele me ligou alguns dias depois, disse que meu currículo havia sido selecionado e perguntou quando eu estaria disponível para uma entrevista. Fiquei me sentindo o máximo, gosto de novidades, principalmente quando elas prometem dinheiro, e disse que poderia comparecer quando fosse melhor pra ele. O cara marcou a entrevista pra uma quinta feira de manhã.
A entrevista aconteceu em seu apartamento. Na verdade foi no prédio, na área de recepção. Conversamos um pouco, ele me fez as perguntas de praxe e eu deixei bem claro que ser vendedor seria um grande desafio, um desafio que me deixava muito entusiasmado, mas que eu não tinha a mínima experiência na área. Eu estava falante e com um sorriso largo no dia da entrevista, de fato levo jeito pro negócio. Ele gostou de mim e eu percebi isso. Disse que dali há alguns dias me ligaria, pra avisar se eu tinha sido escolhido ou não.

Me ligou uns dias depois, tinha sido escolhido. Me chamou pra mais uma conversa, onde acertou os detalhes, como salário, benefícios, datas e etc. Disse também que seria necessário um treinamento em São Paulo, numa loja da mesma rede num shopping.
A loja que ele ia abrir era uma franquia na verdade, de uma grande rede de lojas de informática presentes no Brasil todo. Ele havia desembolsado uma boa grana, investido quase tudo que tinha nesse projeto. Aliás, não sei como é que ele teve coragem de apostar o futuro do empreendimento dele nas mãos de profissionais inexperientes como eu e como os outros funcionários, entre vendedores, técnico e caixa.

A viagem pra São Paulo foi marcada para algum dia de outubro, não me lembro. Durou o dia todo, foi um dia muito cansativo. Conheci os outros contratados, ou seja, os outros dois vendedores e a caixa. O técnico não pôde ir, mas o “treino” dele não era necessário. O que ele deveria fazer ele já sabia como fazer. Mas nós, os vendedores contratados, não tínhamos a menor experiência. Era preciso aprender com os mestres das vendas lá de São Paulo. Related Posts with Thumbnails

por que fazer um blog?


Existem diversos tipos de blogs. Tem aqueles que servem como diário, onde o autor posta sobre sua rotina, seu dia-a-dia. Esse tipo é mais voltado pra pessoas de vida agitada, pessoas que viajam bastante, aventureiros. Há exceções. Gente com vidinha mais “normal” e que consegue dar emoção quando descreve sua rotina. Eu não me atreveria a fazer um blog desse tipo, salvo em alguns períodos agitados, porque minha vida anda bem monótona.
Há outros tipos de blogs. Aquela pessoa que sonha em escrever um livro e, antes de se meter a isso, tenta postar trechos ou contos num blog, pra testar a aceitação e ver como anda a crítica sobre seus textos. No início essa era a intenção do meu blog, que acabou tomando um rumo diferente.
Tem blog de gente que gosta de palpitar também. Foi mais ou menos por aí que meu blog acabou indo. Texto sobre política, sobre sexismo, sobre outros assuntos. Eu particularmente gosto de escrever e ler sobre isso, gosto de visitar e seguir blogs com esse “tema”, dá pra discutir e aprender bastante fazendo isso.
Há também um outro tipo de blog, muito famoso e que eu não gosto muito. São aqueles blogs grandes, metidos a engraçadões, que postam textos, vídeos e imagens engraçadinhas ou curiosas, de terceiros, só pra ganhar visitas e vender anúncios, no geral administrados por publicitários. Dá pra citar o nome de uma penca desses blogs, mas não é preciso, certamente você que tá lendo conhece pelo menos meia dúzia deles. Copiam textos e não dão os devidos créditos, é uma putaria, como já fizeram com o Silvio Koerich uma vez, postando um texto seu sem dar o crédito correto.
Algumas pessoas costumam valorizar apenas esses blogs grandes e vazios, menosprezando todos os outros tipos, os blogs mais pessoais. Acham que esses blogs pessoais foram feitos pra menininhas choronas desabafarem, ou então que foram a última saída encontrada por palpitadores incompetentes, que não teriam bala na agulha pra escrever pra algum jornal ou revista. Não preciso nem dizer que eu tenho total repúdio por essa ideia. Geralmente as pessoas que pensam assim mal conseguem escrever uma redação pro colégio ou para o vestibular. Porque blog é válido sempre, independente do objetivo. Mesmo que você não tenha muito conhecimento sobre determinado assunto, pode sim se meter a falar sobre aquilo. Aliás, a simples vontade de falar (no caso escrever) sobre algum assunto já força a pessoa a ir pesquisar. E sem dúvida alguma isso faz a pessoa conhecer mais coisas, mais fatos, aprimorar seu conhecimento e formar opinião.
Como uma ferramenta tão útil poderia ser classificada de “besteira” ou “bichisse”? Só pessoas com medo da opinião alheia poderiam pensar dessa forma. Gente que tende a censurar coisas, sabe...
Blog ajuda a conhecer gente nova, conhecer novos assuntos, te obriga indiretamente a ir pesquisar sobre aqulo que você quer escrever. Blog entrete, diverte em alguns casos, emociona em outros. Se você tá afim de dar a cara a tapa, saber a opinião das pessoas e expor a sua própria, não tenha medo, faça um blog. Não ouça os bundões que só sabem escrever o próprio nome, pois eles atacam justamente por não terem capacidade pra produzir nada. Afinal, o que adianta formar opinião se você não a expõe? Related Posts with Thumbnails

acabou a farra, hora de mudar - feliz 2010!!!



Último dia do ano e eu não podia deixar passar em branco, mesmo depois de uma breve ausência e de tempos sem comentar nos blogs amigos nem postar nada (ou quase nada). É, não é sempre que eu tenho alguma ideia. Até as ideias idiotas me andam faltando, deve ser normal, não vejo problemas nisso e não estou me cobrando. É... na verdade estou sim.
Esse ano que tá indo embora foi reflexivo e relaxante. Larguei o emprego em fins de Fevereiro e a partir daí passei a aproveitar toda a inutilidade da vida. Mas nem tudo foi perdido: vi meus seriados prediletos, li uma quantidade razoável de livros, escrevi mais do que nos outros anos e aprendi a correr. Sim, aprendi a correr, pois mesmo sendo um ex-rato de academia, eu sou travado pra correr. E com tanto tempo livre que eu tive esse ano, corri muito na esteira, todos os dias, por um certo tempo, até aquilo me deixar enfastiado. É monótono demais correr numa esteira, num quarto, sozinho, ainda que seja ao som de Motörhead.
Bom, treinei minha argumentação no Orkut. Isso parece idiota, eu mesmo acho que é uma das coisas mais imbecis que alguém pode fazer, mas se você tem tempo livre e quer debater sobre algum assunto, por que não? Briguei virtualmente com comunistas, com defensores do feminismo, discuti sobre vários temas com os mais diversos tipos de pessoas. Fiz algumas inimizades, se é que podemos chamar uma desavença virtual de inimizade. Fiz alguns bons amigos virtuais também, quebrando um velho preconceito pessoal que não botava fé nesse tipo de relação. Fiz alguns parceiros que eu conheci através do Orkut que culminaram com parcerias de blogs. Blogs... conheci ótimos blogs através desse aqui. Metedores de real, meninas sensíveis no auge da adolescência, uma fã de The Cure que escreve lindamente bem, entre muitas outras pessoas de valor.
Cresci culturalmente esse ano, através dos livros que eu li, dos blogs que conheci e dos assuntos que discuti. Isso sem contar os sites aleatórios sobre vários assuntos, política principalmente. Consolidei minha mentalidade mais conservadora e direitista através de sites como Mídia Sem Máscara, Blog do Reinaldo de Azevedo e o site do Instituto Von Mises.
Entretanto, deixei de lado matérias escolares importantes pra passar num vestibular concorrido. Fiz a prova da Unesp, atirei no escuro, fui muito bem em algumas questões, péssimo em outras, agora vou esperar o resultado, sem alimentar esperanças. É complicado porque aposto que boa parte dos corretores da prova serão professores marxistas que desaprovariam minhas respostas “imperialistas”. Ta, peguei leve ao falar desses assuntos.
Espero que em 2010 eu tenha menos tempo pro blog (não vou abandonar), menos tempo pra discussões no Orkut e mais tempo pra produzir e crescer. Academia, faculdade, talvez emprego... entre outras coisas. Conhecer gente nova, claro.
Portanto, feliz natal atrasado e um ótimo ano novo para todos nós. Ótima virada e encham a cara o/
Related Posts with Thumbnails

escolha de última hora, PQP...


Fiz um texto há um tempo atrás (Future World) falando um pouco sobre três cursos universitários que eu faria: Direito, Filosofia e Publicidade. Falei superficialmente sobre cada um deles e fiz uma comparação de suas respectivas características com características da minha personalidade. No entanto, as coisas não aconteceram como eu esperava, pensei melhor e desisti de Filosofia e de Publicidade. Quase de útima hora eu decidi prestar vestibular para um outro curso, numa universidade pública aqui do estado de São Paulo (Unesp): Relações Públicas.
Eu pensei “Se eu quiser fazer Direito, ou eu vou para alguma outra cidade fazer faculdade pública ou vou ter que arder com quase 900 reais por mês numa faculdade paga”. Isso até seria possível, desde que eu arranjasse um emprego muito bem remunerado e meu pai me ajudasse. Não tem nenhuma faculde pública aqui em Bauru que ofereça curso de Direito. Mas seria excelente se eu cursasse uma faculdade pública E na mesma cidade, unindo assim o útil ao agradável, pois os gastos pra eu me manter em outro lugar também seriam altos, quase equivalentes aos gastos de uma faculdade particular. Além do que, não tenho a menor vontade, por enquanto, de me mudar. Ter casa, comida e roupa lavada muito me agrada, aqui eu tenho tudo isso sem muito esforço e ainda não quero e nem é necessário mudar essa situação. Foi aí que eu passei a analisar as universidades públicas daqui pra escolher algum curso.
Bom, só tem duas universidades públicas estaduais aqui em Bauru: Unesp e USP. USP daqui só oferece cursos de biológicas, principalmente Odontologia e Fonoaudiologia, cursos fora de cogitação. A Unesp daqui oferece uma gama bem diversa de cursos, exatas em sua maioria, outros de biológicas e alguns de humanas. Nas áreas de humanas (minha área) tinha alguns cursos interessantes, como Psicologia e Relações Públicas. Pensei em prestar Psicologia, até conhecer melhor o curso de Relações Públicas. Me surpreendi bastante e gostei daquilo que eu estava conhecendo, com os campos de atuação e com as afinidades que isso tem comigo, resolvi prestar RP. Prestei o vestibular, dividido em duas fases, primeira fase no dia 8 de novembro (não me lembro ao certo). Passei da primeira para a segunda fase, numa relativa boa colocação. No início, a disputa era de 13,8 candidatos por vaga, o que dá cerca de 690 pessoas disputando as 50 vagas disponíveis. Dessas aproximandamente 690, sobraram umas duzentas e poucas. Das duzentas e poucas restantes eu fiquei em 89º lugar. Isso seria um resultado mediano, talvez até ruim, se eu tivesse feito cursinho ou estudado o ano todo. Mas eu não fiz porra nenhuma o ano todo, além de ler blogs, discutir no Orkut e correr na esteira. Estou me gabando? Não... mas fiquei muito satisfeito comigo mesmo quando fiquei sabendo do meu desempenho.
O curso de Relações Públicas tem muito a ver comigo, mais até do que Direito. Os dois cursos exigem que você tenha lábia, que você saiba lidar com pessoas e que seja moralmente flexível. Minha breve experiência como vendedor mostrou que eu levo jeito pra essas coisas.
Uma das atuações do profissional de relações públicas é ser lobista – no caso dos profissionais mais antigos e mais talentosos, lógicamente. Convenhamos, ser lobista de uma indústria tabagista, por exemplo, não é lá muito ético... defender uma indústria que mata pessoas é complicado, mas seria um trabalho necessário e que me deixa entusiasmado com a profissão. Tem um filme chamado Obrigado por fumar, onde um advogado é o porta-voz da principal indústria de cigarro dos Estados Unidos. O cara não era RP, era advogado, mas tudo aquilo que ele fazia, os debates e as argumentações são o tipo de coisa que eu gostaria de fazer na minha possível futura profissão.
O profissional de relações públicas basicamente trabalha a imagem da empresa perante os próprios funcionários, fornecedores, acionistas e os consumidores, o público em geral. Ele que bola as estratégias de comunicação da empresa, juntamente com os publicitários e os marqueteiros. Tem que manjar um pouco de psicologia e ser criativo, confere, acredito ter essas qualidades. O curso tem alguns aspectos em comum com publicidade e isso é bom, pois eu já cheguei a pensar em fazer publicidade. Enfim, é uma profissão competitiva e é uma pena que eu tenha me dado conta dela tarde demais, já quase na boca das provas do vestibular e sem muito tempo para eu me preparar. Porém, se eu não passar dessa segunda fase, que ao que tudo indica estará estupidamente difícil (totalmente discursiva), vou ter que fazer faculdade particular mesmo, de Direito. O curso de Direito também desperta minhas paixões, como eu já deixei claro no outro texto, o problema seriam as mensalidades exorbitantes. Teria que vender muita cocaína pra pagar a faculdade (piadinha cretina politicamente incorreta ). As provas da segunda fase serão nesse domingo e segunda. Ha, se eu passar, doses de whisky que me arguardem...
Related Posts with Thumbnails

machismo?!? sexismo?!!


Me perguntaram essa quarta o que uma amiga íntima lésbica pensa sobre minhas ideias machistas tão divulgadas no blog. Pra começo de conversa, eu não tenho tantas ideias machistas assim. Outra que eu não divulgo tanta coisa, só os blogs que de fato eu leio ou que acrescentam alguma coisa na minha vida. Os blogs “masculinistas” da lista ao lado acrescentam bastante coisa na minha vida. Segundo que não é porque uma garota gosta de pegar outras garotas que necessariamente odeia homens. Isso é um preconceito muito feio, viu?

Mas acho que é importante eu explicar direitinho o que eu acho certo e o que eu acho errado, né? Claro, porque podem distorcer completamente as ideias que eu defendo e isso pode me custar muitas xoxotas amizades. Melhor prevenir do que remediar, afinal muita gente que eu conheço pessoalmente lê esse blog e eu tenho uma reputação a zelar (tenho??!)

Acho que mulher tem mais é que trabalhar. Isso mesmo, com emprego, trabalhar fora de casa, produzir, gerar riqueza e ganhar dinheiro. Se for casada, tem mais é que ajudar o marido, dividir todas as contas. Se for solteira, tem que rachar a conta com o sujeito ou então revezar – hoje ela paga isso, amanhã eu pago aquilo. Mas se for casada e trabalhar, que não ouse entregar o filho nas mãos de uma babá em TEMPO INTEGRAL – babás são apenas auxiliares. Isso forma pessoas sem moral e sem valor, crianças precisam de exemplos do pai e da mãe, de estrutura familiar. O mundo já está indo de mal a pior com os problemas ambientais, com aquecimento global e o caralho a quatro, a última coisa que nós precisamos é de uma degradação moral, certo? Se bem que... pior do que já ta, acho difícil ficar.

Não defendo aborto. O feto não é uma parte do corpo da mulher, como algumas pessoas imbecis defendem por aí, mas é sim uma vida, uma outra vida que está sendo gerada dentro da mulher. Ela não tem autoridade, ou pelo menos não pode ter autoridade pra ir lá e “tirar” o feto. Menos ainda sem o consentimento do pai da criança. “O corpo é meu” de cu é rola. A criança que está se formando dentro de você não te pertence somente e não é uma extensão do seu corpo, como eu já disse, mas um ser humano que está sendo formado graças a você e ao PAI dela. Ou seja, numa hipótese remota (talvez nem tanto) do aborto ser legalizado, afirmo e reafirmo a minha opinião: o pai da criança precisa NECESSARIAMENTE dar o aval.

Não acho que o sexo masculino e feminino sejam iguais em tudo. Eu continuo achando promiscuidade feminina algo vergonhoso. Não gostaria de ter uma filha galinha, evitaria namorar com uma rodada e não sairia de casa se minha mãe fosse puta. Mulher deve se preservar, o que não significa ser uma pau mandada estúpida. Não liberando seus orifícios pra QUALQUER UM que te agrade fisicamente já é um bom começo pra ser uma mulher de bem. Claro, no papel de consumidor eu agradeço a Deus de joelhos por essa putaria comendo solta. Mas e como fornecedor? Aí a figura muda, assumo, passo a ser moralista. Algum problema com isso? Espero que não...
Se homem trai? Se homem é galinha? Bom, eu não sigo esse lifestyle, mas não critico os homens que fazem. Se eles são cafajestes, é porque tem mercado consumindo, não é não? Quem é a marmita dos comedores? As mulheres. Elas recompensam os safados com sexo.

Tenho alguma coisa contra gays? Absolutamente não. Muito pelo contrário, aliás. Simpatizo muito com gays, lésbicas, bissexuais e até com travestis escandalosos. Só não tolero lésbicas feministas que odeiam homens. Não pelo fato de serem lésbicas, óbviamente, mas sim pelo fato de serem feministas sem noção. Não devemos tolerar pessoas intolerantes.
Odeio mulheres? Claro que não!! Uma pessoa precisa estar doente pra pensar que eu, Maringa, odiaria mulheres. Só não acho bacana palhaçadas, e o feminismo é uma grande palhaçada. Vagabunda rodada exigindo namorado fiel é palhaçada. Mulher com cara de cu exigindo homem lindo é palhaçada. Mulher que não sabe trepar exigindo do macho um desempenho de ator pornô é palhaçada. Mas pra eu não gastar o meu latim com esses assuntos, acho mais fácil divulgar meus parceiros Silvio Koerich, Doutrinador, Shâmtia, Lobo Sagrado entre vários outros. Eles sabem lidar com esse assunto espinhoso de forma bem humorada e bem fundamentada, coisa que eu não sei fazer, sinceramente. Não vou começar a fazer o que eles já fazem a mais tempo e com muita mais competência do que eu, portanto espero que esse seja meu primeiro(?) e último texto sobre esse assunto. Ah, e sim, a tal lésbica (ela detesta que eu a chame assim) concorda comigo nesses assuntos.
Estamos entendidos?? Seus moderninhos chifrudos... Related Posts with Thumbnails

o poderoso chefão


Pela template do blog, qualquer pessoa percebe que eu tenho um certo gosto pra essas coisas relacionadas a “máfia”. Filmes, livros e qualquer coisa que tenha a ver com isso. E é verdade. Posso listar uma penca de filmes sobre a Cosa Nostra que me deixam em estado de alerta, mas vou falar apenas sobre o mais importante deles.
Em meados de 2006, tive a sorte de topar com um sujeito que tem um conhecimento absurdo sobre filmes. Um cinéfilo legítimo, o primeiro que cruzou o meu caminho. Aprendi muito com ele e ele é o grande culpado por eu ter gasto uma graninha comprando dvd’s enquanto eu poderia baixar. E foi ele quem, depois de conhecer um pouco melhor minha personalidade, me recomendou um dos maiores clássicos do cinema: The Godfather (O Poderoso Chefão).
Eu até imagino o porque (posso estar enganado): O cara foi percebendo que eu gostava de controlar as coisas, às vezes até usando pressão. Psicológica, nunca física, é claro, não sou um ogro. Certamente percebeu minha afinidade com a cultura italiana, pois sou descendente. E sem dúvida alguma notou que eu tinha apreço por valores, honra, moral e etc. Por conta de tudo isso, me recomendou esse filme.

Até então eu não sabia nada sobre o filme, muito menos que o filme tinha sido baseado num livro. Procurei o filme numa locadora perto de casa, não achei. Locadora pequena, atendentes que não sabem porra nenhuma sobre filmes, sem chance. Mas eu não me empenhava, confesso. Não procurei nas maiores locadoras da cidadade porque eu sou relaxado, acomodado. É verdade. Porém, enquanto eu ficava na vontade de ver o filme, pesquisava muito na internet sobre, e via muitos trailers. Fiquei sabendo que o filme de 1972 havia sido baseado num livro homônimo de 1969, escrito pelo romancista ítalo-americano Mario Puzo. Já sabia qual ator interpretava qual personagem, mas minha internet jamais permitiria downloads de um arquivo tão pesado como esse filme.

Alguns meses depois meu irmão apareceu em casa com o livro. Eu perguntei – Ei, onde você arranjou? – e ele disse – Peguei da biblioteca da escola.
Poxa, jamais poderia imaginar que existisse um exemplar de O Poderoso Chefão na biblioteca de um colégio. Enfim, fuck off, isso era o de menos, eu tinha o livro em minhas mãos. E seria o primeiro livro decente que eu ia ler na minha vida.
Devorei o livro em uma semana. Pra alguns esse período é longo, pra outros é curto e pra outros está na média. Bom, hoje em dia eu levo mais de uma semana pra ler livros menores que aquele. Acho que nenhum outro livro me empolgou tanto quanto O Poderoso Chefão. Me lembro que no último dia de leitura, uma sexta feira, li cerca de 50 páginas. Se pra você, nerd sem vida social, isso é pouco, pra mim foi um grande feito.
Depois de ler o livro, minha obsessão pra ver o filme (ou melhor, os três filmes) ficou ainda maior. Voltava na locadora pequena e nada. Tentava baixar, e nada. Maldita internet discada... Bom, fantasiar com o filme já valia a pena.
E um ano depois, sim, um ano depois, eu comprei o box. Me lembro como foi o dia: fui pro estágio, era uma sexta feira. Chegando lá, o cara que trabalhava comigo disse que não ia ter expediente, que tentou me ligar pra avisar mas que não tinha conseguido. Ainda era cedo, o comércio ficaria aberto até mais tarde e a grana sobrava. Fui dar umas voltas, só pra matar o tempo, sem pretensões. Entrei nas Lojas Americanas e vi o box. Cinquenta reais, os três filmes, sem extras porém com a versão comentada pelo Francis Ford Coppola de cada filme. Estava ótimo. Não resisti, abri a carteira e comprei. Foi um sonho realizado.

No sábado, no domingo, e por toda a semana seguinte, tudo que eu fazia era assistir aos filmes, aos três filmes. Tentava decorar as falar (sem sucesso) e imitar os personagens (com um mínimo de sucesso). Apesar deu já ter lido o livro e visto vários trailers, o filme foi impactante. Eu já sabia o final do primeiro filme, já conhecia boa parte do segundo filme (graças ao livro), e mesmo assim os filmes me emocionaram.
O livro é muito mais completo que os filmes, fato. No livro são expostos vários detalhes que não foram pra nenhum dos três filmes. Detalhes como o porquê Luca Brasi era tão temido, até mesmo pelo todo poderoso Don Vito. Detalhes de como foi que Don Vito subiu no submundo do crime de Nova York e até mesmo uma breve desavença que o até então chefão em ascenção, Don Vito, um persongem fictício, teve com o real mafioso de Chicago, Al Capone. Essa com certeza é uma das melhores partes do livro, precisamente na parte em que Luca Brasi entra em cena pra cometer uns assassinatos a mando de Don Vito. Isso entre muitos outros detalhes do livro que não foram para os filmes. Mas é compreensível, pois, mesmo sem todos esses detalhes, o primeiro filme tem em média 3 horas de duração, o segundo 4 horas e o terceiro 3. Os detalhes não fizeram falta nos filmes, mas pra quem é apaixonado pela história, compensa ler o livro pra trama ficar mais clara na sua cabeça.

Enfim, antes deu conhecer a história meu pensamento era um, meus pontos de vista eram um, minha maneira de lidar com as coisas era uma. Depois do livro, e principalmente depois da overdose dos três filmes, meu pensamento, meus pontos de vista e minha maneira de lidar com as coisas eram outros. O filme me passou lições, de certa forma mudou minha vida. Algumas coisas formaram meu caráter, como Banco Imobiliário, outras deram lições importantíssimas pra quem estava começando a encarar novos deafios, como eu. A principal dessas outras coisas com certeza foi o romance The Godfather. Quem não conhece precisa conhecer, capisce?


Related Posts with Thumbnails

remando contra a maré vermelha


As eleições muito em breve estarão aí. Lula terá completado 8 anos no poder, mexeu em bastante coisa, dizia que era de esquerda, fez algumas coisas de "direita" mas cagou feito um socialista – criou programas ridículos e paternalistas como os bolsa-esmola. Após tudo isso, ele quer deixar uma sucessora, Dilma Rousseff. Um negro é presidente dos EUA, poderíamos ter uma mulher presidente do Brasil agora, não? NÃO! Ela é uma bandida. Foi guerrilheira, assaltou bancos e roubou muita grana. Essa é a candidata do tio Lula. Ela não tem carisma nenhum e, considerando que o povo brasileiro mede APENAS o carisma dos políticos (não se importam com competência), ela muito provavelmente vai perder essas eleições, pois além de não ter carisma, qualidade essencial pra qualquer pessoa pública no Brasil, também não tem a menor competência. O PT escolheu mal a candidata e isso foi ótimo para as pessoas de bom senso. Um candidato (no caso candidata) a menos para disputar de fato com outros candidatos melhores – ou menos piores.
Eu votaria em algum candidato de Direita... mas Brasil não tem Direita. Bom, se o José Serra for candidato, meu voto é dele, mas o cara não é de Direita. Seria uma piada dizer que ele é de Direita. Criou uma lei que vai contra o direito da propriedade privada (lei anti-fumo). Ao contrário do que mentes pequenas e ignorantes pensam, Direita NÃO é sinônimo de ditadura e repressão, aliás, muito pelo contrário, é sinônimo de democracia e liberdade, é compatível com CAPITALISMO.

Novamente eu peço perdão pra quem le meu blog. De início, não pretendia falar sobre esses assuntos por aqui, pretendia apenas colocar meus textos mais pessoais e subjetivos, não falar de política, mas o rumo que acabou tomando foi outro, como vocês podem perceber. Eu não gosto de lutar em nome de nenhuma causa, apesar de ser simpatizante de algumas. Isso não é de todo ruim, pois assim o blog fica um pouco mais variado. Vou continuar com meus textos mais pessoais, esses assuntos objetivos serão exceção a partir desse – prometo. A partir desse porque eu preciso desse aqui. Preciso, pra expor algumas coisas importantes que andam acontecendo.

A primeira delas é que é muito difícil pra um cara na minha idade, que vive no meu ambiente, defender as ideias sensatas da Direita e do Capitalismo. Sim, pois eu vivo cercado de jovens sonhadores, idealistas e lunáticos, que vêem heroísmo nos atos do ditador cruel Hugo Chávez que massacra seu povo venezuelano. Pessoas que acham que a vida em Cuba é boa. Pessoas com o pensamento equivocado de que liberdade daqui é igual ou menor a liberdade que eles tem lá. Que lá a educação é melhor, que lá a saúde é melhor. Tudo isso prova quão alienados são esses jovens. Entendem porque vez ou outra eu me envergonho da geração a qual pertenço? Eles ignoram o fato de Fidel Castro ser um assassino sanguinário que mandou matar MUITA gente. Ignoram o fato da liberdade por lá ser totalmente tolhida e ignoram o fato de que muita gente de lá tenta fugir pra diversas outras partes do mundo, incluindo o nosso Brasil que, segundo uns esquerdistas doentes, é pior do que Cuba. Sim, cubanos desesperados tentam se refugirar aqui, pois viver em Cuba é terrível.

Um cara que desmascara lindamente essa corja vermelha é o professor e pensador Olavo de Carvalho. Meu contato com a obra dele está no início, pois ainda não li nenhum livro de sua autoria. Vi alguns vídeos e li alguns textos aleatoriamente na internet, mas já foram o suficiente pra eu sacar qual é a desse cara. E eu gostei do que vi e li. Um professor que, quando confrontado por algum aluno metido a revolucionário, mete a real no imbecil e quebra as pernas do cara. É um homem muito preparado e com uma noção muito clara das coisas. Poderia postar uma penca de vídeos dele aqui, mas não acho necessário, talvez um apenas pra ilustrar o texto. Não pretendo converter ninguém ao Capitalismo nem a Direita, só não me sinto bem quando ouço gente falando merda perto de mim, acabo entrando em discussões onde quase sempre eu sou minoria, como já disse, por viver em meio a jovens atolados de utopia até o pescoço. Sabem, há poucos dias, discutindo política com uns amigos, me dei conta a que ponto chega um jovem febril com ideias marxistas. Quando eu defendi o livre mercado e a propriedade privada, um deles disse: “Hehe, Maringa e suas concepções surreais, hehe...” Eu fiquei meio embasbacado com essa “observação” que o sujeito fez e, em alguns milésimos de segundos depois, percebi: quem tem concepções surreais aqui são eles, não eu! Quem é que acha justo tomar propriedade de um sujeito trabalhador e dar de mão beijada pra um vagabundo? Sou eu ou são eles? São eles. E isso além de injusto, desumano, ah, isso sim é surreal. Tão surreal que enquanto existirem pessoas sensatas, não pode acontecer. O grande problema é que o número de pessoas sensatas, não apenas no Brasil como no mundo, está diminuindo drasticamente e palhaçadas como essa já acontecem muito, vide invasões violentas e mortíferas do MST.

A galera que se acha de Direita anda usando os mesmos discursos da Esquerda só pra cair nas graças do povão. Por povão entende-se: zé povinho ignorante. Mas isso não é o mais grave. Grave mesmo é o marxismo cultural. Esse sim está encrustrado em universitários, professores, jornalistas idiotas e toda essa gente que se julga intelectual. Pois é. Depois que os “pensadores” de esquerda, há muitos anos atrás, se deram conta de que o marxismo econômico não funcionaria, resolveram então se voltar para a cultura. Influenciar a cultura, os “intelectuais”, porque com os proletários não tinha funcionado. E sabem por que não tinha funcionado com os proletários? Porque os proletários não eram burros e perceberam que com o capitalismo eles tinham sim oportunidade de crescer e enriquecer, sem precisar pisar nem explorar ninguém. Pensaram: “Por que eu vou fazer o que esses desocupados esquerdistas querem? Por que vou me rebelar contra um sistema que está a meu favor?” E pensaram certo. Acontece que depois disso, esses pensadores marxistas se voltaram pro lado cultural para disseminar suas ideias doentias. Foram colocando titica na cabeça de estudantes, e isso foi passando de geração em geração, a ideia de que matar pessoas em nome do comunismo é bonito. Isso tudo deu certo porque os ideais marxistas são compatíveis com as aspirações bobas e infantis de jovens estudantes. Querer se voltar contra tudo e contra todos, destruir, fazer arruaça. Isso combina com jovens rebeldes. E qual jovem não é rebelde, não é mesmo? A biologia explica essas coisas, essa necessidade de auto-afirmação. Não é a toa que tantos moleques vestem as camisetas do Che Guevara, um sujeito que matava pessoas a sangue frio. Não matava bandidos, matava pessoas inocentes que discordassem dele pura e simplesmente. Se o cara não gostasse do novo sistema de Cuba, lá ia o grande libertário Che meter uma bala na cabeça do coitado. Cara a cara, face to face, a queima roupa – nesse caso, a queima pele, queima osso...

Estou ficando cansado, pouco a pouco, de discutir com “comunistas”. E provavelmente isso vai acontecer muito, pois eu tenho uns quatro ou cinco anos de faculdade pela frente e, seja ela pública ou particular, é abarrotada de pessoas com ideias tortas como essas. Terei que discutir muito, até que eles cresçam. Ou então ignorá-los. Tudo isso vai depender do rumo que a política nacional vai tomar. Se a esquerda populista e bandida continuar no poder, vou continuar dando surras argumentativas nessa galera. Se finalmente algum governo decente surgir, não será mais necessário: esquerdistas otários terão voltado pros seus devidos lugares.

O comunismo e seus asseclas (prof. Olavo de Carvalho)

Related Posts with Thumbnails

golpes

Há algumas segundas-feiras atrás, depois de chegar da minha aula de inglês, lá pelas seis e meia da tarde, o telefone tocou. Diziam que eram do banco X, que eu havia ganho um cartão de crédito com um milhão de benefícios. Achei engraçado, eu não tenho conta nesse banco. A mulher foi pedindo minhas informações pessoais, e eu, ingenuamente, fui passando. Sei lá, não gosto de falar ao telefone, não me sinto à vontade, fico travado e talvez por isso não tive o impulso de questionar nada. Passei meu RG, CPF, entre muitas outras informações bem pessoais. Enfim, no dia, eu não desconfiei de nada.
Dois dias depois, na quarta feira, eu acordei angustiado por conta disso. Terça? Nem tinha lembrado! Mas na quarta eu fiquei desesperado e corri pra cá (internet) pra procurar informações sobre golpes por telefone. Puta merda! O site que eu achei dizia tudo isso: que não se deve passar informações pessoais por telefone, que bancos não pedem esses dados por telefone e que com a posse dessas informações todas, poderiam se passar por mim com facilidade, abrirem contas no meu meu nome e etc. Pensei – Fudeu!. Corri ligar pro banco pra perguntar se realmente estava saindo um cartão de crédito com o meu nome. Para o meu alívio, disseram que sim, tava tudo certo, não era golpe. Novamente, por causa do maldito telefone, não tive atitude nenhuma e não perguntei por que cargas d’água eles pediram as informações todas por telefone. Eu poderia ter “metido a real” neles, dizendo que isso não se faz, que eu poderia pensar que fosse um golpe e que o banco não agiu bem pedindo tudo isso por telefone. De fato, o banco tomou uma atitude que poderia dar margens à suspeitas, mas não falei nada, não fiz nada, apenas fiquei muito mais tranquilo depois da confirmação.

Esse episódio me lembrou pequenas palhaçadas imaturas que eu aprontava na internet com alguns amigos metidos a Kevin Mitnick. A gente gostava de discutir sobre formas de como pegar senhas de MSN e Orkut dos outros. Nada de senhas de banco ou coisas do tipo. Eu me empolgava quando pensava na ideia de pegar senha de Orkut de alguém que eu não gostasse. Realmente, “que coisa feia, Maringa!!”... eu concordo, dou o braço a torcer. Mas não posso voltar no tempo, e as falhas de segurança (e de ingenuidade) que eu explorava praticamente não existem mais.
A principal delas sem dúvida alguma era a “resposta-secreta” do Hotmail. A pessoa, na hora do cadastro, escolhia uma pergunta pra responder caso ela se esquecesse de sua senha. Mas no geral as pessoas não prestavam atenção no seguinte: a resposta deveria ser secreta. Ou seja, nenhuma pessoa, nem alguma pessoa que te conheça intimamente, poderia conhecer a resposta. Portanto a resposta deveria ser secreta, mas quase todos se esqueciam desse detalhe. Aliás, a coisa mais esperta a se fazer era colocar uma resposta sem relação nenhuma com a pergunta, pra diminuir ainda mais as chances de quem ocasionamente tentaria entrar no seu e-mail. Sim, entrar no e-mail, porque a senha da pessoa você não podia ver. Mas assim que acertasse a resposta “secreta”, teria acesso total a conta do cara. Uma vez fiz isso com um desafeto meu, a pergunta secreta (pff) era “Qual é minha comida predileta?”. A resposta, hm, eu chutei uma comida que muita gente diz gostar: lasanha. E não é que deu certo?

Outra maneira ainda mais amadora de se conseguir senhas era perguntando. Isso mesmo, perguntando. Não abertamente, é claro, mas me passando pelo próprio Hotmail. Uma vez fiz esse teste com uma conhecida minha, e ela caiu. Fiz um e-mail como se eu fosse da equipe Hotmail e mandei uma mensagem pra ela requisitando seu login e sua senha, que nós estávamos confirmando dados. Ela caiu. Me mandou a senha e ainda disse: ‘equipe Hotmail, ta aqui ó’. Triste, mas eu devolvi a senha pra ela e expliquei a brincadeira. Ela nunca mais confiou em mim.

Hoje em dia eu me envergonho por ter feito essas idiotices, mas eu estava no primeiro ano de um curso de processamento de dados e por lá tinha uma panelinha que gostava de conversar sobre essas coisas. Mas isso teve um lado muito bom: aprendi a ficar esperto com golpes escrotos da internet. E depois de passar até minha numeração de cueca pra moçoila do banco, fiquei ligeiro com golpes por telefone também.

Moral da história: fiquem atentos, ou algum nerd jogador de RPG vai roubar seus dados; eles adoram dados. Related Posts with Thumbnails

capitalista assumido × capitalista enrustido

César, autor do texto sobre o Clube da Luta (blog Cabana de Inverno), parece não ter gostado muito da minha última postagem (anti-o quê?). Bom, destruí educadamente seus argumentos mas ele decidiu partir pro ataque pessoal, pois ficou sem resposta. Acho que quebrei a perna de alguém por aí. O link da tentativa de resposta dele está AQUI.
O texto que ele produziu está totalmente calcado na raiva e não na lógica, perceberam? Diversas vezes se referiu a mim com falta de respeito, inventou coisas que eu não disse e por fim não soube demonstrar seu ponto de vista. Ele apenas me atacou pois não soube dar uma resposta coerente ao meu post. O texto que ele fez é típico de um jovem de 13 anos revoltado com o “sistema” e eu vou demonstrar isso a vocês, trecho por trecho.
Peço desculpas aos leitores por estar fazendo isso. Mas devido a atitude imatura dele, fui obrigado a me defender em público (aqui, nesse espaço) e mostrar pra todos vocês o que move a cabeça de uma pessoa anti-tudo. O texto dele está em itálico. As partes em destaque são as partes que mereceram um chute meu. Abaixo transcrevo o texto-resposta do César:


Resposta ao “anti-o quê”

Recentemente uma onda incontrolável de conformistas quarentões, revoltados com a falta de opção de Reality Shows na Tv, e com as greves que os atrapalham no trânsito, arranhando e sujando seus caríssimos carros, tem visitado o blog e discordado de algo que foi escrito em algum lugar, sobre alguma coisa(1), o que eu realmente admiro gosto mesmo de pessoas que não concordam com tudo que lhes é dito, e tudo que lhes é imposto.

(1) Eu fui a única pessoa que discordou, portanto creio que esse trecho seja destinado a mim. Quarentão que anda de caríssimos carros? De onde tirou isso? César, você não é bom com suposições. Tenho menos de 25 anos e ainda não tenho carro. Errou.

Porém nosso amigo Maringa, quis tentar desmotivar-me, e quis tentar discordar de tudo o que eu escrevi e colocar as coisas da sua própria maneira e ficar por ai com uma imagem de Fodão(2), impondo a sua opinião como se fosse a mais sensata e correta(3), aliás, não existe opinião correta, o que existe são apenas opiniões.

(2) Eu discordei porque não sou burro. Não poderia ficar quieto diante das baboseiras que você postou, não foi pra parecer fodão. Se você não está pronto para lidar com críticas nem com uma troca de ideias saudável, sugiro que você delete seu blog (ou desative os comentários)

(3) Não, eu não impus nada. Apenas expus minha opinião. Não quis forçar ninguém a concordar comigo e não fico irritadinho com quem discorda, ao contrário de você.

Mas cara, por favor, não me venha com comentários do tipo “Estamos num mundo capitalista” (pow sério se você não avisa heim…) “O cinema é uma indústria” (não ta zuando?), “Os produtos ‘anticapitalistas’ arrancam sua grana!” (caralho e agora?). Tudo isso é muito óbvio cara, todo mundo já sabia disso(4) “não quero nem imaginar como vai ser o dia que esses caras acordarem.” Acordados já estamos cara,o único sonâmbulo por ai é você que acredita nesse sistema desigual,que acredita que o CQC irá mudar a política com aquelas perguntinhas babacas que eles fazem(5),você que acredita em Papai Noel,Coelhinho da Páscoa,Fada do dente e todos os seus parentes.

(4) Se todo mundo sabe disso - se você sabe disso - por que insiste em dizer que o filme é um “tapa na cara”? Não é um tapa na cara, é um produto.

(5) Eu nunca disse que o CQC iria mudar a política. Novamente, colocando palavras na minha boca? Você definitivamente é péssimo para suposições. Errou, essa não é minha opinião sobre o CQC.

O filme pode não ser Revolucionário, mas não é Reacionário, você queira ou não. Tem uma critica séria, se você não entendeu procure o livro, talvez você entenda. Cara você não desmascarou ninguém, apenas escreveu um monte de blá blá blá,para meia dúzia de babacas(6).E não me venha mais com respostas óbvias, pense um pouco antes, se for escrever porcarias, favor não encher o saco ok(7).

(6) Dizendo que meus leitores são babacas? Isso é uma gravíssima falta de respeito.

(7) Qualquer opinião diferente da sua é "porcaria"? Isso é mal, muito mal...

Ah, e no seu post você começa, com a pergunta Anti-o quê?Perguntando como se eu fosse um idiota,revoltado sem motivo, ou coisas do tipo(8).

(8) Eu não insinuei nada. Você serviu uma carapuça que eu não tinha te dado.

Maringa a resposta é simples sou Anti-Caras como você(9).

(9) Por fim, provou que o seu problema comigo é pessoal. Imaturidade incontestável. Sinto muito, mas não posso mais te levar a sério.

Conclusão: Pessoas como o César existem aos montes por aí; pessoas que não suportam quem discorda de suas opinões, que se revoltam com facilidade e levam tudo pro lado pessoal. Pessoas agressivas que não sabem conversar nem discutir, pois não tem argumentos. Esse chilique que ele deu (não podemos chamar de texto) prova tudo isso. Não tem como conversar com gente assim. Related Posts with Thumbnails

anti-o quê?

Faz tempo que eu não desmascaro a galera anti-capitalismo, não é verdade? Pois é, mas acho que ainda não perdi a mão. Fuçando por aí, achei o blog (Cabana de Inverno)¹, um blog compartilhado por dois caras, onde um desses caras aparentemente tem essas tendências anti-alguma-coisa. Ele fez uma postagem sobre o filme Clube da Luta. A postagem dele você encontra clicando AQUI.

O filme é interessante², mas ele expôs o filme como se fosse um filmaço anti-consumo, como se fosse um “tapa na cara da sociedade”. E eu preciso esclarecer pra vocês não se iludirem: esse filme não foi um tapa na cara da sociedade. Esse filme é totalmente capitalista aliás. Ele foi apenas mais um produto pra galera anti-consumo consumir. É assim que o capitalismo vai rodando: boa parte dos mantenedores do sistema capitalista são os anti-capitalistas. Grande parte dos produtos capitalistas são anti-capitalismo, como camisetas do Che Guevara, camisetas de marca com estampas "anti-capitalistas" e os filmes "anti-consumo", como o próprio filme Clube da Luta. O capitalismo é tão foda que ele sabe arrancar dinheiro até de quem é contra ele. Por isso tenho grande admiração e respeito por esse sistema - não estou sendo irônico. Bom, ainda bem que os "anti-tudo" não perceberam, não quero nem imaginar como vai ser o dia que esses caras acordarem.

Como eu disse no comentário daquele post, a grande jogada é a seguinte: “Po, eu sou capitalista e gosto de dinheiro. As pessoas gostam do Che Guevara porque ele é anti-capitalista. Se as pessoas gostam dele (não importa o motivo), vão comprar camisetas dele. E aí, como eu vou vender essas camisetas, eu vou ganhar dinheiro!” - esse é o pensamento espertão capitalista que consegue lucrar em cima dos cegos anti-capitalistas. Entenderam?

E aí, quem é o verdadeiro alienado?

¹ - o blog do cara não é apenas isso, e pelo que andei vendo, tem algumas coisas legais por lá; portanto, já ta linkado na sessão "leio sempre".

² - o filme realmente é muito bom e vale a pena ser visto; mas não pensem que ele foi revolucionário: por favor, não sejam imbecis. Related Posts with Thumbnails